Aumento da presença feminina na medicina 

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25 / 05 / 2022 | Blog

Durante décadas os homens predominaram no campo da medicina. Entretanto, pesquisas revelam que o número de mulheres está cada vez maior nesta área, inclusive ultrapassando o número de homens que têm ingressado nas universidades de medicina.

Cada vez mais mulheres estão se tornando médicas nos últimos anos. Embora esse crescimento ajude a diversificar o campo da medicina, as mulheres continuam concentradas em algumas especialidades e pouco visíveis em outras. Nos EUA, as mulheres têm se concentrado em especialidades como medicina familiar e pediatria.

Segundo a AAMC (Association of American Medical Colleges), desde 2015 houve um aumento no número de alunas mulheres cursando medicina nos Estados Unidos. Esse progresso pode ser somado ao marco alcançado em 2017, quando, pela primeira vez, as mulheres eram maioria entre os alunos do primeiro ano de medicina. A proporção de alunas tem aumentado nos últimos anos, de 46,9% em 2015 para 49,5% em 2018. Em 2019, as mulheres representavam 50,5% de todos os alunos do curso de medicina.

As especialidades com maior percentual de mulheres são voltadas principalmente para crianças e mulheres, incluindo:

  • Pediatria – 64,3%
  • Obstetrícia e ginecologia – 58,9%
  • Psiquiatria infantil e adolescente – 54,0%
  • Medicina neonatal-perinatal – 52,8%

No Brasil esse aumento também é uma realidade. 

Segundo o CRM-PR, a primeira turma de médicos formados pela Universidade do Paraná, em 1919, tinha apenas uma mulher. Em 1960, quando o CRM-PR, recém-criado, finalizou a inscrição dos 1.100 médicos em atividade no Paraná, as mulheres somavam apenas 60. Entretanto, mais de cem anos depois, a realidade é outra: hoje, em Curitiba, as mulheres já são 45% do contingente médico.

Apesar de ainda existir a predominância masculina entre os profissionais de saúde – os homens representam 54,4% dentro do contingente médico, enquanto as mulheres ficam com a fatia de 45,6 -, segundo dados da Demografia Médica 2018, entre os médicos mais jovens já existe uma predominância feminina, ficando 57,4%, das mulheres no grupo até 29 anos, e 53,7%, na faixa entre 30 e 34 anos.

Com relação às especialidades mais procuradas pelas mulheres brasileiras, podemos destacar a Dermatologia, onde o sexo feminino representa 77,1% e o sexo masculino, apenas 22,9%. Há três mulheres para cada homem nessa especialidade. No conjunto de especialistas contabilizados neste estudo, 57,5% são homens, e 42,5%, mulheres. Das 54 especialidades, os homens são maioria em 36 e as mulheres, em 18. Ou seja, 66,7% das áreas têm maioria de homens.

Dentre as seis áreas básicas da medicina, em pelo menos quatro delas há aumento da presença feminina. Em Pediatria, elas são três quartos dos profissionais. Medicina de Família e Comunidade, são 57,1%. Em Ginecologia e Obstetrícia já somam 56,6%, e em Clínica Médica, 52,6%.

Protagonismo feminino nas demais áreas da saúde

Em outras áreas da saúde como Nutrição, Assistência Social e Fonoaudiologia, as mulheres ultrapassam os 90% com sua participação. Nas áreas de Enfermagem e Psicologia, o percentual chega aos 85%. 

O número de mulheres trabalhando na Secretaria de Saúde também é alto, chegando a ocupar mais que o dobro da força de trabalho masculina. Estando entre a maioria em praticamente todos os setores, são elas médicas, enfermeiras, técnicas e gestoras. São aproximadamente 25 mil profissionais do sexo feminino contra um pouco mais de 10 mil homens.

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